Marca pessoal para profissionais independentes

Aqui na CMENTE temos o propósito de capacitar @ advogad@ e de trabalharmos com uma economia em rede. Isso significa trazer notícias e apresentar pessoas e negócios que que conhecemos e gostamos que podem agregar ao serviço d@ advogad@.

@ advogad@ autônomo tem um desafio muito grande, que é propriamente advogar e se preocupar em como conseguir mais clientes, o que muitas vezes significa investimentos em marketing e outras formas de divulgação do seu trabalho (sempre em consonância com o Código de Ética e Disciplina da OAB).

Por isso convidamos a queria designer Dani Lima para falar um pouquinho sobre marca pessoal para profissionais independentes. O resultado segue abaixo e esperamos que gostem !


 

A carreira independente tem se tornado uma opção – por necessidade ou por escolha – para muitos profissionais. Ser dono do próprio tempo é ótimo (eu bem sei :), mas também traz uma série de novos desafios e responsabilidades.

Por exemplo, como seus potenciais clientes que estão procurando por seus serviços profissionais, vão te encontrar? Somente por referência?

Referências são sempre uma boa fonte de novos clientes, mas nos apresentam duas limitações.

  1. Depender apenas de referências, te deixa refém no processo. É uma forma passiva de venda. É ótimo, mas você também precisa ter meios ativos de conseguir novos clientes.
  2. Mesmo clientes que chegam por referência, chegam com uma expectativa – criada por quem te indicou. E muitas vezes você não sabe bem qual é esta expectativa. Se a sua apresentação frustrar esta referência, o cliente pode decidir por procurar um outro profissional.

A solução para estes dois dilemas está na sua marca pessoal. Mas o que é isso?

Marca pessoal, ou “personal branding” é uma forma de comunicar sua essência e as características que te fazem único. Não é para criar um personagem mas destacar na sua comunicação e no seu trabalho certas facetas da sua personalidade.

Relacionamentos de trabalho, de diversas formas, são iguais aos nossos relacionamentos pessoais. Certas parcerias funcionam – personalidades e valores combinam e dá tudo certo. Outras já são mais difíceis e exigem jogo de cintura, ou até mesmo se tornam infrutíferas.

Uma marca pessoal forte, consistente e coerente vai ajudar a atrair os tipos de clientes certos para você. E assim sua prospecção de novas oportunidades se torna mais ativa, mesmo que você “deteste vender”.

Existem duas camadas na sua marca pessoal. Uma é a mais superficial, a da comunicação. É ela que expõe você ao mercado: seu cartão de visitas, seu site, tudo o que você usa para comunicar-se com clientes – ativos ou potenciais. É aqui que você mostra ao seu público, quem você é.

A outra é o que vai direcionar a comunicação. Para mostrar quem você é, você primeiro precisa saber quem você é. Quais são seus valores, suas características, sua personalidade? Qual a sua essência e como isso é traduzido na sua atuação profissional? Esta camada é mais profunda e por isso é o pilar de sustentação da camada de comunicação.

Construir sua marca pessoal é um caminho de autoconhecimento. Não se preocupe se você não conseguir definir logo de cara o que é a sua essência. É algo para se pensar mesmo. Para ajudar, você pode começar respondendo a estas três perguntas:

1. Que tipo de trabalho você gosta de fazer?

Não é que você só vá aceitar projetos que goste logo de cara. Mas para manter uma carreira longa e produtiva é melhor que a maioria dos seus projetos te tragam satisfação. Por isso, pense em quais seriam estes projetos. Como eles acontecem? Quanto tempo duram? Como é o relacionamento com o cliente? Como você se organiza?   

2.   Que público pode te oferecer este tipo de trabalho?

Para falar com as pessoas certas você tem que saber quem elas são. Quem são os clientes que servem para você? Aqueles que você tem certeza de que pode ajudar? E que pagariam por sua ajuda? Onde eles estão? Quando procuram serviços como o seu.

3.   O que você vai dizer a este público?

De nada adianta ser o bam-bam-bam na sua área se você não conseguir comunicar isso adequadamente ao seu público-alvo. Qual a sua mensagem? Lembre-se que ela deve aparecer sempre em que acontece uma interação com o cliente. São os chamados “pontos de contato”. Pontos de contato são todas as oportunidades em que você pode expressar sua essência e posicionamento para o seu público. Seu site, seu cartão de visitas, sua apresentação pessoal, sua proposta…. Tudo isto são pontos de contato. Qual a percepção que seu público deve ter em cada um deles?

 

Considere estas questões e comece desde já a trabalhar e criar sua marca pessoal. Não se preocupe em ter tudo perfeito. É normal – e esperado – que sua marca pessoal evolua conforme você tenha novas experiências, novos contatos. Escolha um direcionamento inicial, monte um material de apresentação profissional e teste a sua comunicação. Preste atenção no feedback dos clientes e evolua de acordo.

Afinal, o que é a sua marca pessoal senão a mais sincera expressão do caminho que você escolheu e da sua evolução ao longo do tempo?

Se você investe em ter uma carreira melhor, poderá encontrar oportunidades melhores. Mas se você investir em ser uma pessoa/profissional melhor poderá criar suas próprias oportunidades.

Quanto mais você investir na gestão da sua marca pessoal – não só na comunicação, mas em todo o seu processo de trabalho, mais você se tornará um profissional forte e respeitado na sua área.

 

Dani Lima

Designer

 

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